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investimentos em Startups

As empresas tradicionais possuem formas limitadas de acesso a investimentos e recorrem principal e quase exclusivamente a financiamentos bancários. As Sociedades Anônimas podem contar também com a emissão de debêntures e com a oferta pública de ações. As startups, por sua vez, formam um ecossistema que oferece diversas modalidades de investimento não tradicionais, a depender do estágio de desenvolvimento da empresa. As principais são investidores-anjo, fundos de investimento semente (seed capital) e fundos de venture capital, dentre outros que serão abordados abaixo.

a) INVESTIDOR ANJO

O investidor-anjo é uma pessoa física ou jurídica que realiza investimentos em empresas em seus estágios iniciais, em troca de participação minoritária no capital social. Ele normalmente oferece mais que dinheiro às startups investidas, pois possui conhecimento avançado sobre gestão e mercado, além de ter acesso a uma boa rede de relacionamentos. É o chamado smart money, que abrange conhecimento, experiência e relacionamento. Assim, o investimento-anjo é capaz de fazer um negócio crescer e também pode aumentar o potencial inovador do negócio. Como resultado, todos os atores envolvidos se beneficiam, gerando impacto positivo na economia.

b) EQUITY CROWDFUNDING O equity crowdfunding permite o investimento coletivo em startups pela internet. Pessoas físicas podem se reunir em grupos por meio de plataformas online especializadas nesse tipo de investimento e comprar cotas de uma startup. A oferta permanece aberta até que seja atingido o valor de capital necessário. Os valores aportados por cada investidor são geralmente baixos, em torno de R$ 5 mil, mas, em grupo, podem ser compostos aportes totais que chegam a R$ 1 milhão ou mais.

Essa forma de investimento foi regulamentada em 2017 pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por meio da Instrução CVM 588. Tal instrução permite que empresas com receita anual de até R$ 10 milhões realizem ofertas públicas a investidores por meio de financiamento coletivo na internet com dispensa automática de registro da oferta e do emissor na CVM. A regulamentação do equity crowdfunding beneficia startups e pequenos investidores, que passam a ter acesso a empresas em estágios iniciais, com produtos ou serviços inovadores.

c) SEED CAPITAL POR MEIO DE ACELERADORAS

As aceleradoras de startups ajudam empreendedores a construir modelos de negócios, desenvolver produtos, acessar clientes e obter recursos financeiros e mão de obra qualificada. Durante programas que variam de três a seis meses de duração, as startups recebem mentoria, assessoria jurídica e acesso a uma rede de networking com profissionais qualificados. Além de oferecer um programa de aceleração, com diversos recursos e espaço físico para as startups trabalharem, muitas aceleradoras também fazem pequenos aportes nas empresas em troca de uma participação acionária. Esse investimento varia, em média, entre R$ 45 mil e R$ 255 mil.

d) VENTURE CAPITAL

O investimento de venture capital é realizado nas fases iniciais de tração e expansão em startups. Ele é realizado geralmente por fundos de investimento, que oferecem apoio profissional às empresas investidas, com ênfase na gestão e criação de uma estrutura adequada de governança corporativa.

Os investidores normalmente aplicam capital e recebem quotas dos fundos no seu início, sem possibilidade de resgate intermediário. Os quotistas só recebem o retorno do capital investido na ocasião do desinvestimento/venda das participações do fundo nas empresas do seu portfólio, por volta de cinco a dez anos após seu início.

e) EMISSÃO DE CRYPTON TOKENS

Embora seja um tema muito novo, pendente de regulamentação adequada e ainda pouco utilizado, muitos especialistas têm afirmado que o futuro da captação de investimentos estará na emissão de tokens virtuais utilizando tecnologia Blockchain, a mesma utilizada pelas criptomoedas. Assim, seria possível a emissão de tokens lastreados em títulos de uma empresa, como ações e similares.

Esses tokens virtuais poderiam ser emitidos por empresas e vendidos a investidores, com a promessa de conversão em ações ou pagamento de dividendos aos detentores do token. Uma vez emitidos, eles podem ser comercializados e transferidos online, em bolsas de cripto tokens. Este é o conceito dos chamados ICOs (Initial Coin Offers), que chegaram a movimentar mais capital que o próprio venture capital em 2017. Alguns países vêm regulamentando a maneira de lastrear tokens a ativos reais, em consonância com a regulação de oferta pública de investimentos, em movimento que vem sendo chamado de STO (Security Token Offer).


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